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Subprojeto 3: O efeito das Mudanças Climáticas sobre os Anfíbios

Mudanças climáticas e o efeito da temperatura sobre as formas larvares dos anfíbios.

 

equipe diretamente associada

Coordenação: Mirco Solé (UESC).

Demais Pesquisadores: Andrés Egea Serrano (UESC), Marcelo Felgueiras Napoli (UFBA), Flora Acuña Juncá (UEFS).

Áreas do Conhecimento: Fisiologia | Ecotoxicologia | Ecofisiologia | Conservação

Referenciais teórico-metodológicos

O efeito das mudanças climáticas sobre os anfíbios. Impactos das mudanças climáticas sobre a biodiversidade são considerados geograficamente dependentes e seus efeitos menores nos trópicos que em regiões temperadas (PARMESAN, 2007). No entanto, esta previsão com base na mudança de temperatura absoluta pode ser enganosa devido ao fato desta não considerar fatores associados à fisiologia, comportamento e ecologia dos organismos.

Alguns estudos demonstram que a amplitude da tolerância térmica em diferentes grupos de animais ectotérmicos está relacionada com a magnitude da variação de temperatura que estes experimentam normalmente, e que esta tende a aumentar com a latitude, ou seja, espécies de zonas temperadas apresentam maior tolerância térmica (uma maior diferença entre a CTmin e CTmax) do que espécies tropicais, principalmente porque elas são muito mais tolerantes ao frio (JANZEN, 1967). Além disso, a tolerância térmica máxima de animais ectotérmicos terrestres não varia muito com a latitude (DEUTSCH et al., 2008), estando muitos animais ectotérmicos tropicais vivendo com a temperatura do corpo perto ou mesmo acima da temperatura ideal para a melhor performance fisiológica e qualquer aumento na temperatura ambiental afetaria drasticamente suas vidas.

Recentemente, foi comprovado que na Mata Atlântica, fragmentos desmatados, com uma menor proporção de cobertura florestal nos córregos, mostram uma diminuição dramática no número de espécies de anfíbios que utilizam estes sítios para desovar (BECKER et al., 2007). Na Bahia ainda não foi realizado nenhum estudo visando determinar a CTMax e CTMin de anfíbios e o seu risco de extinção perante as mudanças climáticas.

material e métodos

Dataloggers serão instalados nas poças, programados para registrar a temperatura a cada 30 minutos. Com isso será possível obter a variação de temperatura a que os girinos estão sujeitos durante o ano e avaliar o gradiente térmico ao qual estão expostos em cada corpo dágua amostrado.

Os experimentos fisiológicos consistem na determinação das tolerâncias de temperatura das espécies analisadas pelo método CTmax. Este método consiste no aumento gradual da temperatura até chegar a um resposta fisiológica particular, definida pela imobilidade.

O estudo comparativo exigirá a análise de uma amostra de 25 girinos por espécie entre estádios de desenvolvimento 25-39. No laboratório os girinos serão aclimatados a uma temperatura de 25°C. O CTmax será determinado através do aquecimento da água a uma taxa de 1 ºC a cada 30 minutos.

A vulnerabilidade ao aquecimento global pode ser definida como a diferença entre as temperaturas de tolerância fisiológica (CTmax) e a temperatura máxima em ambientes aquáticos naturais (Tmax), TC=CTmax-Tmax. Os mesmos experimentos serão repetidos com girinos expostos a fertilizantes e agrotóxicos comumente usados na região para testar se os mesmos deixam os girinos mais vulneráveis.

temas específicos de pesquisa

Os temas específicos de pesquisa desenvolvidos neste subprojeto estão disponíveis em seção exclusiva. Leia mais

 

Instituições Partícipes


Brasão UFBA

UFBA

Universidade Federal da Bahia

Brasão UEFS

UEFS

Universidade Estadual de Feira de Santana

Brasão UESC

UESC

Universidade Estadual de Santa Cruz

UESB

Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

Marca UFSB

UFSB

Universidade Federal do Sul da Bahia

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IF Baiano

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