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Subprojeto 1: Vicariância, Endemismos e Conservação dos Anfíbios do Estado da Bahia

Restinga de Costa Azul, município de Jandaíra, costa norte do estado da Bahia.
Foto Ariane Xavier - Jandaíra, BA

 

equipe diretamente associada

Coordenação: Ariane Lima Xavier (IF Baiano) e Marcelo Felgueiras Napoli (UFBA).

Demais Pesquisadores: Mirco Solé (UESC), Flora Acuña Juncá (UEFS), Luiz Norberto Weber (UFSB), Victor Dill Orrico (UESC), Juliana Zina (UESB), Maria Lúcia Del Grande (UESB), Thais Andrade Ferreira Dória (IF Baiano/UFBA), Euvaldo Marciano Santos Silva Júnior (UNIVASF), Camila Costa Trevisan (UFBA), Iuri Ribeiro Dias (UESC).

Áreas do Conhecimento: Conservação | Biogeografia

Referenciais teórico-metodológicos

As escalas de aplicações da biologia da conservação vão desde o desenvolvimento e avaliação da teoria biológica até estudos dos padrões de distribuição geográfica de espécies e processos que envolvem estas comunidades bióticas (PRIMACK, 2002). A conservação das espécies se baseia no conceito de raridade e endemismo das espécies e também no total de espécies existentes em uma região. Estes enfoques são melhor avaliados através de métodos biogeográficos, os quais possuem características não encontradas em outros métodos utilizados para a escolha e delimitação de áreas para conservação: metodologia robusta, objetiva, passíveis de serem testadas, relativamente rápidas e de baixo custo (PREVEDELLO & CARVALHO, 2006). O estudo de padrões biogeográficos detalhados de distribuição das espécies possibilita encontrar regiões indicadoras do histórico de processos evolutivos e grupos únicos com espécies exclusivas, denominados unidades biogeográficas naturais (WHITTAKER et al., 2005). Estas áreas assumem o acontecimento de eventos não aleatórios que favorecem condições associadas com altas taxas de especiação (GUEDES et al. 2013). A conservação dessas áreas maximiza a preservação de várias espécies de ocorrência exclusiva para o local simultaneamente (ameaçadas ou não), o que permite aplicabilidade mais efetiva do que o investimento de esforços e recursos em espécies-alvo (CARVALHO et al., 2011).

A determinação de unidades biogeográficas naturais pode ser feita por determinação de áreas de endemismo ou de elementos bióticos. A determinação destas áreas com base unicamente em padrões de endemismo é particularmente eficiente nos casos em que as espécies foram originadas por vicariância e não houve dispersão dos organismos. Elementos bióticos (faunísticos e/ou florísticos) são grupos de táxons cujas distribuições geográficas são mais similares entre si do que às distribuições de outros grupos de táxons (HAUSDORF, 2002). Sua vantagem em relação ao uso exclusivo da análise de endemismo é que estes elementos bióticos podem ser reconhecidos mesmo nos casos em que parte dos táxons originados por vicariância tenham dispersado através das barreiras responsáveis pela separação das áreas de endemismo.

Para o estado da Bahia não há publicação que verse especificamente sobre a determinação de áreas prioritárias para a conservação de anfíbios. Recentemente, Camardelli & Napoli (2012) publicaram artigo científico versando sobre a determinação de áreas prioritárias para conservação de anfíbios no bioma Catinga e semiárido brasileiro, o que inclui o estado da Bahia, sendo esta a única publicação que utilizou unidades biogeográficas naturais entre os parâmetros de identificação de áreas prioritárias de anfíbios no Brasil e a única publicação que indicou áreas prioritárias para conservação de anfíbios na Bahia.

material e métodos

Criaremos um banco de dados para as espécies conhecidas para o estado da Bahia através de todo conhecimento disponível. Após a identificação e mapeamento das áreas e ambientes amostrados na Bahia, iremos determinar amostragens adicionais naquelas com amostragem deficiente. As previsões do modelo vicariante sobre os padrões de distribuição da comunidade serão testadas pela análise de elemento biótico, com base na matriz de presença-ausência resultante dos registros de espécies mapeadas em uma grade de 1°x1° sobre o estado da Bahia. A Análise de Elemento Biótico aplica o Escalonamento Multidimensional Não-Métrico à matriz de distâncias de Kulczynski (ou uma outra substitutiva) gerada na etapa anterior. O agrupamento baseado sobre modelo gaussiano será aplicado sobre a mesma matriz de distâncias Kulczynski para identificar os elementos bióticos. Para delimitar áreas de endemismo será utilizada a Análise de Parcimônia de Endemismo PAE), mas outros métodos de determinação de áreas de endemismo poderão ser utilizados em adição ou subtituição ao métodos aqui proposto.

As áreas prioritárias para conservação de anfíbios no estado da Bahia serão definidas pelo método proposto por Camardelli & Napoli (2012), com modificações sempre que se fizer necessário. Iremos sobrepor as áreas aqui definidas como prioritárias para conservação dos anfíbios ao mapeamento do MMA , por meio do programa ArcGis. Esta comparação poderá incluir outras propostas de áreas de conservação derivadas da atualização das áreas prioritárias do MMA ou novas áreas oriundas de estudos nacionais, regionais ou estaduais.

temas específicos de pesquisa

Os temas específicos de pesquisa desenvolvidos neste subprojeto estão disponíveis em seção exclusiva. Leia mais

 

Instituições Partícipes


Brasão UFBA

UFBA

Universidade Federal da Bahia

Brasão UEFS

UEFS

Universidade Estadual de Feira de Santana

Brasão UESC

UESC

Universidade Estadual de Santa Cruz

UESB

Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

Marca UFSB

UFSB

Universidade Federal do Sul da Bahia

Logo Univasf

UNIVASF

Universidade Federal do Vale do São Franciso


IF Baiano

IF Baiano

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano